Não apenas esquecendo  escrito em quinta 02 julho 2009 14:06

Nunca eu havia pensado nas coisas que pensei ontem. Há mais de vinte anos que não morre ninguém próximo, da família, e ninguém está preparado para que isso aconteça. Desde terça-feira, nós tomamos um susto. Meu avô, de oitenta e oito anos, o "centro" da família, pois o Ferreira Penteado vem dele, teve, aparentemente, uma espécie de derrame cerebral.
Graças a Deus foi apenas um susto, pois foi um derrame pequeno, e ele já está bem. Mas algum tempo eu já vinha notando que meu avô começava a se esquecer das coisas, a ser repetitivo, e isso quando eu era criança. Ele sempre contava as mesmas histórias, sempre relembrava o passado, e isso foi até quando os irmãos dele começaram a morrer.
De sete ou oito irmãos, todos homens, apenas restou meu avô e mais dois. E a cada morte, meu avô ficava mais fraco, até chegar onde está. Têm dias em que ele acorda sem saber onde está, e fica sempre pedindo para voltar para casa. Como também têm dias que ele pensa que pessoas que já morreram, ainda estão vivas, como um outro dia que ele imaginou que sua mãe estava viva, ou então semana passada, que ele queria ver o seu irmão Armando, que morreu há uns cinco anos.
Como ontem, ele foi ao médico, por causa do pequeno derrame, ele dianosticou meu avô. Como todos nós já sabíamos, ele sofre do Mal de Alzheimer. Mas o que não sabíamos era que existiam níveis, e meu avô já está no segundo nível. A primeira fase são sintomas que são pouco dado importância, pois acham que é coisa da idade. Sâo coisas como esquecer coisas por curto prazo, e dificuldade de lembrar fatos recentres.
A segunda fase, que é a que meu avô está, é uma parte que os sintomas são principalmente nos movimentos, não apenas na memória. As memórias antigas não são tão afetadas como as memórias de curto prazo. Meu avô, por exemplo, esquece de muitas coisas recentes, acorda no meio da noite para querer ir trabalhar, esquece, por curto prazo, quem são algumas pessoas, como já esqueceu de quem sou, algumas vezes, meu pai também, e até uma vez, que me lembro, esqueceu quem era minha avó.
Na terceira fase, a dificuldade em falar se torna evidente, perdendo a capacidade de ler e escrever, também deixando de fazer tarefas simples e rotineiras. Os problemas de memória píoram, também, em alguns casos, a pessoa começa a sofrer de ilusões.
Na quarta e última fase, é quando a pessoas já está completamente dependente das pessoas, perdendo aos poucos a fala, mas ainda compreendendo e respondendo com sinais emocioanis.
A doença é progressiva, e agora, o que nós, da família, temos que fazer, é apenas cuidar dele, com o maior carinho.

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Daqui para o Futuro, deixo o Passado  escrito em segunda 29 junho 2009 13:56

É estranho os traços que a vida está tomando, e tudo aquilo que começou da forma mais comum e inocente possível, se tornou algo perigoso. Uma verdadeira Guerra. Mas como posso "batalhar" se eu, se os meus ideais são totalmente contra a toda e qualquer violência, seja ela, verbal ou física.
Eu não tenho mais liberdade de falar o que quero, pois a Jéssica e a Elenira podem usar isso contra mim. É estranho falar isso, mas é a pura verdade, elas estão sondando cada palavra que escrevo. E tudo para ter vingança. E ainda me fico a perguntar: Vingança do quê? De algo imaginário, eles, ou melhor, elas, estão prontas para destruir, e a pior parte é que sabem jogar, e muito bem. Um dos maiores erros é subestimar as pessoas, e é exatamente isso que não quero. Sei muito bem, que Elenira sabem mentir, sabe chorar quando quer, pois eu já vi, eu já passei por isso. Ela pode usar qualquer artifício para conseguir o que quer.
Olha o jeito que estou falando! Parece que ela é minha inimiga. Bem, de certa forma, ela se quis assim, ela se fez um anjo, para depois, sua máscara cair, e mostrar o seu verdadeiro. Uma pessoa manipuladora, e discimulada. Não quero mais ocultar nomes, e sei que o que estou dizendo, ela irá copiar, distorcer, e usar contra mim, no processo. Mas não me importo mais, pois estou cansado de pensar cinco vezes antes de dar o próximo passo. Quero viver a minha vida de novo. Ela pode falar q eu sou "mau elemento", pode me acusar do que for. Mas o que escrevo, não são mentiras, são sentimentos. Puros e únicos.
Pode me acusar do que for, mas sei que eu não menti, fui, a todo momento, autêntico. E procuro a verdade como um dos meus principais ideais. Pode tentar manipular, e pode tentar destruir, pois eu sei que tenho algo que ela nunca vai poder tomar de mim. O meu Deus.
Muitos não acreditam que isso pode mudar, mas sei que Ele é maior que tudo isso. E não desejo o ruim para ela, nem para Jéssica, nem quem mais for. Desejo apenas que encontre a paz, e que pare com essa bobeira de querer destruir os outros. Fazer um "drama" não vai mais esconder quem são essas pessoas, por isso eu te digo que, é mais fácil você não fazer nada, para ter sua paz, do que "batalhar".
Mas essa batalha que falo, é uma batalha ruim, onde você tenta conquistar algo que ninguém nunca vai ter, e os meios para isso, são os piores possíveis. Não estou fugindo, estou resolvendo isso, da minha forma. Prefiro ficar parado olhando, como aconteceu naquela sexta-feira santa, do que entrar no meio da briga, e perder a razão como todos. Afinal, eu sei que não fiz o que essas pessoas estão falando, sei que tentei encontrar saídas, e se errei, foi tentando acertar (mesmo que essa frase seja mais clichê que tudo).

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Dilemas e Fases  escrito em terça 23 junho 2009 20:15

Dentre muitos dilemas que nos deparamos durante nossas fases, existe um, que agora está batendo na minha mente em todo e qualquer pensamento: "Como as pessoas mudam tanto, em tão pouco tempo? Ou elas sempre foram assim, e nunca percebi?".
Um dia desses, resolvi fazer uma homenagem para Aninha, mostrando, como uma linha do tempo, nossas fotos mais marcantes. Foram cinquenta fotos escolhidas, e dentre essas, havia fotos da Aline, da Jack, do Thi, e também da Jéssica e do Marcelo. Então quando fiz esse filme, e gravei no CD, entreguei para ela.
No dia seguinte, ela veio comentando que havia adorado, que foi um lindo presente, e o melhor filme que tinha feito. Mas que também, ela percebeu uma coisa. Conforme iria passando o tempo, os anos, e as fotos, as pessoas mudavam.
Logo nas primeiras fotos, haviam várias com a Aline, eu e a Aninha. O nosso triângulo inquebrável, como chamávamos. Com o tempo, eu não me afastei da Aline, nem deixei de ser amigo dela, e isso, jamais vai acontecer. Mas as fotos mudaram, e o tempo passou. Depois tinha algumas com o Thi, depois com o Marcelo e a Jéssica, e depois, algumas só de mim e da Aninha. Algumas fotos depois, pelo meio do ano passado, apareceram outras pessoas. A Jack, a Talita, e algumas outras pessoas. A Talita se mudou para Mato Grosso, e a Jack, bem, ela continua com a gente, mas anda diferente.
E a Aninha concluiu dizendo, que as pessoas vem, o tempo passa, e vão, e vem novas pessoas. Mas duas pessoas estavam em todas as fotos, desde 2006. Aninha e eu!
Porém eu disse para Aninha que haviam duas coisas bem direntes. A Aline, a Jack, e a Lígia não deixaram de ser nossas amigas, simplesmente não convivemos mais, porque Lígia está na faculdade, e Aline não está mais na escola. A Jack está em outra sala, e eu e ela estamos na mesma sala. Já o Thi, o Marcelo, e a Jéssica, foram embora para sempre. E por mais que eu os veja, por encontros casuais, eles não são aqueles que estavam nas fotos. E veio o dilema, que fez um grande debate entre Aninha e eu. "Eles mudaram, ou nós não enxergamos quem eram, desde o início?".
Está cada dia mais difícil de acreditar que eles mudaram, e Aninha disse com todas as letras: "Eles não mudaram, pessoas não mudam. Nós que não enxergávamos quem eram". Talvez seja verdade. Mas então o que foi tudo aquilo que vivi? É difícil vermos uma pessoa que era tão próxima de nós nos fazer mal, e pensar que ela sempre foi assim.
Por fim, quero ressaltar o que a Aninha disse, e sim, pessoas vem e vão. Por exemplo, agora em minha vida, eu estou com pessoas, que antes não convivia, nem pensava conviver. Como a Jéssica, a Mari e o André, do meu serviço, a Carol, minha vizinha, a Sara, a Dayane e o Davi, da minha sala. São pessoas que agora passo boa parte do dia, e se eles vão ficar na minha vida, só o tempo poderá dizer.

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Prêmio Mouse de Ouro  escrito em terça 23 junho 2009 13:29

Prêmio Mouse de Ouro
recebi da querida amiga
Lourdes
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O que representa o Prêmio Mouse de Ouro:
O reconhecimento aos blogueiros que transmitem
amizade, gentilezas, respeito, carinho.
Prêmio criado com a intenção de promover
a confraternização entre os blogueiros
na Blogosfera.
Quem recebe o Prêmio Mouse de Ouro
e o aceita deve seguir algumas regras:
1- Exibir o selo;
2- Linkar o blog pelo qual recebeu o prêmio
3- Escolher outros blogs (quantos quiser),
que queira entregar o prêmio.
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Meus indicados são:
 
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para meus amigos!
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Significados  escrito em quarta 17 junho 2009 19:42

Dizem que a maioria das coisas que sonhamos em quanto dormimos significa algo que aconteceu, que acontece ou que vai acontecer em nossa vida. Eu não sou muito de agreditar em coisas assim, mas devo dizer que existem muitas conhecidências, principalmente em sonhos estranhos.
E principalmente quando sonho um pouco estranho, ou muito estranho, não sai da minha cabeça, fica "batendo" até eu esquecer aos poucos. Dessa vez, tive um sonho, um pouco estranho de mais. Para ser mais exato, muito estranho mesmo, e sem nexo, pelo menos, até antes de eu procurar o significado de algumas coisas que havia no sonho.
No sonho, eu estava descendo a rua da escola, provavelmente para entrar na escola. Encontrei a Aninha na frente da escola, e começou uma ventania muito forte. Um vento que levantava as folhas. Eu olhava para as árvores da escola, e elas estavam quase que totalmente curvadas com a força do vento. Então a diretora, junto ao coordenador da escola, saíram e comeceram a gritar para que entrassemos na escola.
Todos ao mesmo tempo, começamos e correr para dentro da escola, era muita gente, e então começou uma tempestade, estava tudo cinza. O mais estranho de todo o sonho, é que vi uma cena muito absurda, vi o irmão gêmeo da Aninha, o Jefferson, e o Bruno, aquele que gostava da Aninha, que era melhor amigo do Flávio. Jefferson pegou na gola da camiseta do Bruno, e o beijou na boca.
Por último, o que me lembro, é que eu estava parado, com a Aninha abraçada a mim, e eu tentando protegê-la, e todo mundo estava correndo. Eu não tinha vontade de correr, fiquei parado, com a Aninha, enquanto todo mundo corria, desesperado, isso tudo já dentro da escola. Depois acordei, para vim trabalhar.
Isso ficou na minha cabeça, até que procurei o significado das coisas que eu lembrava. E o que encontrei foi algo, não muito bom.
Vento forte significa desentendimentos passageiros com a pessoa amada. Uma tempestade quase sempre significa dificuldades no campo financeiro, econômico e profissional. A vida sentimental sujeita a contratempos e divergências de opiniões. Depois eu procurei o beijo de Jefferson e Bruno, e ver pessoas se beijando significa um amor não declarado. Por fim, o abraço da Aninha, que é minha amiga, e um abraço em um amigo significa brigas ligeiras com familiares.
Por mais mau que pareça tudo, tudo se encaixa. Brigas com a minha família, problemas econômicos (que prefiro não comentar), menos um amor não declarado. Seria de qual parte? Da minha por alguém? Ou de alguém por mim?

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